
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Mensagem do Prefeito Dr. Ronaldo

DEIXEM O PADRE ENTRE NÓS

Ouvi muitas vezes Chico Basílio falar de um Padre que servia em Riachuelo, que era muito carismático e atuante. Algum tempo depois vim a saber que se tratava de Pe. Vicente e que este, para a felicidade de nosso povo, havia sido transferido para Angicos. Não me lembro de qualquer vinculação daquele fato a pedido ou ingerência de políticos, afinal foi uma atitude elogiável, para o bem de nossa urbe, e “da classe política nada de bom é esperado”. Pois bem, hoje, diante da notícia da transferência do Padre, uma infeliz notícia, a primeira providência foi taxa-la de atitude política, sem a preocupação de nominar pessoas, vinculando, assim, a toda classe política de Angicos, e, por isso, tal afirmação recebe a minha repulsa.
Voltando a transferência de Pe. Vicente sou integralmente contra. Este cidadão chegou a Angicos e de forma simples, porém alegre, conquistou os nossos corações e a nossa confiança, de sorte que hoje, legalmente é condecorado “Cidadão Angicano”.
Mesmo sendo evangélico, categoricamente reconheço a vinda de Pe. Vicente como uma benção de Deus para nossa cidade. Sua consagradora aprovação certamente tem mais de uma raiz. Mas, acredito, que uma delas está no contraste da sua forma de lidar com as pessoas e a aridez de nosso mundo atual.
Não é do desconhecimento de ninguém que nossa sociedade vive hoje sob o domínio do materialismo e do individualismo. O homem moderno vê-se bombardeado por ininterruptos apelos ao consumo exagerado. Sente-se compelido a competir no trabalho e na vida social. Acaba se dispersando, perdendo sua unidade interna e se encerrando entre muralhas de egoísmo e solidão.
E é então que entram suas mensagens, suas palavras, suas pregações e sua presença junto a cada membro de nossa sociedade. Sensibilizando, confortando, apontando saídas, encorajando. Por meio de suas atividades sacerdotais, Pe. Vicente tem sido um agente transformador, capaz de lembrar que já nos foram dadas lições perenes sobre os bens que não passam, sobre o entendimento, a partilha, a solidariedade, a fraternidade, o amor e a paz.
Somos gratos a Deus por tê-lo enviado para nossa cidade, afim de que aqui pudesse realizar esse excelente trabalho sacerdotal, onde conhece a cada angicano, chamando-os pelo próprio nome. Jovem Padre, neste pouco espaço de tempo de sua permanência em nosso meio, já é visível a transformação na Igreja Católica, na espiritualidade das pessoas, sobretudo, na vida de nosso querido Monsenhor Pinto.
Pelos angicanos, e, especialmente, por ele Monsenhor Pinto, é que fazemos um apelo às autoridades eclesiásticas, à cúria da Igreja Católica, que analise melhor e reveja essa decisão. Decisão que conflita com o desejo da população e que de imediato coloca em xeque todo um trabalho que elevou a autoestima das pessoas.
Já basta o sofrimento causado pelo fato de vivermos numa região que sofre comumente os efeitos da ausência de emprego, da aridez do solo e da escassez de chuvas. Retirar neste momento Pe. Vicente do nosso convívio é golpear o povo e a gente angicana.
Por isso, estimulamos o povo para se mobilizar de forma ordeira e organizada, com abaixo assinado, com atos públicos, com faixas, com todo tipo de manifestações que cheguem ao conhecimento das autoridades católicas e que possam ser compreendidas como atitude de repúdio à decisão arbitrada por eles.
Sou contra a saída de Pe. Vicente de Angicos. Se uma decisão pessoal dele resolvesse eu diria: FICA PADRE VICENTE. Mas como depende de decisão de seus superiores, eu digo: DEIXEM O PADRE ENTRE NÓS.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
POUCAS LINHAS
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
SENHOR, QUANTAS VEZES UM DOENTE PODE IR AO HOSPITAL E SER TRATADO BEM? SETE VEZES?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
ÓDIO: INIMIGO DE CORAÇÃO!
“Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam.” Lucas 6.27
Caminhando calmamente numa admirável tarde ensolarada e por uma das principais calçadas da cidade, observando o verde da praça, os pássaros sobrevoando sobre o velho e desfigurado Pé de Angico, crianças correndo, brincando no pátio da praça, pessoas conversando em frente as suas casas, umas dando gargalhadas e outras mais contidas. Seguindo adiante encontrei, nesta mesma calçada, um amigo sentado refletindo solitariamente em sua especial cadeira de balança.
Com um aspecto sério, mas despreocupado, me deu boa tarde, e eu lhe retribui a gentileza com um amigável aberto de mão. Iniciamos um agradável batepapo. Com um discurso saudosista fez uma breve narrativa de sua vida quando moço. Sua expressão era de alegria contagiante, por alguns instantes parecia viajar no tempo, era como se estivesse revivendo todas àquelas emoções. Tratou de amizades, políticas e mulheres. Eu apenas ouvia. É muito importante você aprender a ouvir as pessoas mais velhas, suas histórias são belas lições para nós.
Mas algo inesperado aconteceu! Seu rosto mudou de cor avermelhando-se, as sobrancelhas abaixaram-se, trincou os dentes, fez um olhar de reprovação, ficou com os lábios trêmulos e de mãos rígidas apontou pra frente de uma determinada casa e disse – Eu tenho um ódio tão grande no coração de... Bom, eu não preciso relatar o resto. Ele me contou de que pessoa se tratava, e o “mal” que ela tinha feito a ele. Ali pude perceber o quanto ódio é inimigo da verdadeira felicidade. Enquanto ele não se lembrava daquele triste episódio que marcou sua vida negativamente, sua expressão até então era de um homem feliz. Mas o ódio disse naquele momento – Hei não te esqueças de mim! Estou andando com você! - E o tempo ficou sombrio. O sol se recolheu. A beleza desapareceu. O sorriu recuou.
Segundo os dicionários ódio é um sentimento intenso de raiva. Traduz-se na forma de antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo. O ódio é um dos piores inimigo do ser humano. Na verdade, o hospedeiro desse sentimento maléfico, nosso coração, é quem mais sofre com ele. Pessoas que abrigam esse sentimento envelhecem precocemente, e tem maior predisposição para doenças cardíacas. Mas a pior conseqüência é que ele mata a alma.
O remédio para o ódio é amar. Amar é tratar bem. Amar e respeitar. Amar é ser bom com você mesmo. Amar é se autocurar. Amar é se libertar. Amar é perdoar os outros e a você também. Que adianta odiar, quando sabemos que o ódio adoece, envelhece, e mata a felicidade, e a nossa alegria de viver. O tratamento muitas vezes tem que ser homeopático, com pequenas doses de mudanças nas nossas atitudes. Jesus nos ensina - AME SEUS INIMIGOS E FAÇA O BEM POR QUEM ODEIA VOCÊ. Por onde começar? Comece falando bem deles!
João Maria Martins Bezerra
Pastor/Pedagogo